A importância das indicações geográficas na gestão ambiental: a produção de cachaça em Abaíra – BA

Authors

  • Eliomar Luz Santos
  • Maria Salete de Souza Nery

DOI:

https://doi.org/10.55905/revconv.16n.11-033

Keywords:

indicações geográficas, Abaíra, gestão ambiental

Abstract

Este artigo tem como objetivo apresentar as mudanças de gestão ambiental na produção de cachaça artesanal da microrregião de Abaíra a partir do registro das Indicações Geográficas. O prestígio da “Cachaça Abaíra” é resultante do saber-fazer tradicional e das condições edafoclimáticas da região, fatores estes que contribuíram para que essa região recebesse o título de Indicação Geográfica, um selo concedido aos produtos cujas qualidades e atributos se reportam à sua origem de extração ou produção. Para o propósito deste artigo, foi realizado tanto um levantamento bibliográfico através de consultas em livros, artigos e plataformas digitais, quanto um estudo documental ensejado pela apreciação do Regulamento do Uso (RU), documento exigido para o registro de Indicações Geográficas, elaborado pelos produtores, visando uma padronização do processo produtivo e o cumprimento das legislações sanitárias, ambiental e trabalhista. Diante disso, observou-se que houve uma melhoria na gestão dos recursos naturais, em todas as etapas da produção, desde a colheita da cana-de-açúcar, transporte, moagem, fermentação e destilação da cachaça. Por fim, conclui-se que a implementação das Indicações Geográficas mobilizou os atores envolvidos na produção e toda a comunidade, conscientizando-os da importância de produzir, preservando o meio ambiente com foco na sustentabilidade dos recursos naturais para as gerações futuras.

References

ANTONIL, André João. Cultura e opulência no Brasil, por suas drogas e minas. Brasília : Senado Federal, Conselho Editorial, 2011. 288p.

APAMA. Associação dos Produtores de Aguardente de Qualidade da Microrregião de Abaíra. Regulamento de Uso de IP. Aprovado no dia 1º de agosto de 2011, na Assembleia Geral. Abaíra – BA. 2011.

BAHIA. Cachaça Abaíra é exportada para a Europa. Disponível em: http://www.bahia.ba.gov.br/2008/02/noticias/comercio-exterior/cachaca-abaira-e-exportada-para-a-europa/ . Acesso em: 05 set. 2021.

BERTONCELLO, Alexandre Godinho; SILVA. Kelle Fernanda Rodrigues, GODINHO, Ângela Madalena Marchizelli. Indicação Geográfica protegida: agrega valor ao produto e induz ao desenvolvimento regional? O caso da cachaça de Paraty. Desafio Online, Campo Grande, v.4, n.1, Abril. 2016. Disponível em: https://desafioonline.ufms.br/index.php/deson/article/view/1662/1159 . Acesso em: 10 set. 2021.

BRASIL. Regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9279.htm . Acesso em: 20 set. 2021a.

BRASIL. Lista de IGs Nacionais e Internacionais Registradas. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sustentabilidade/indicacao-geografica/listaigs . Acesso em: 20 set. 2021b.

BRASIL. Perguntas frequentes. Disponível em: https://www.gov.br/inpi/pt-br/servicos/perguntas-frequentes/indicacoes-geograficas. Acesso em: 20 set. 2021c.

CAVALCANTI, Clóvis. Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Políticas Públicas. 3ª ed. São Paulo: Cortez. 2001. 436p.

CERDAN, Claire Marie Thuillier; BRUCH, Kelly Lissandra; SILVA, Aparecido Lima da; COPETTI, Michele; FÁVERO, Klenize Chagas. LOCATELLI, Liliana. Indicação Geográfica de produtos agropecuários: importância histórica e atual. In: PIMENTEL, Otávio Luiz (Org.). Curso de propriedade intelectual & inovação no agronegócio: Módulo II: indicação geográfica. 4. ed. Brasília: MAPA, 2014. p. 32-58.

DIAS, Reinaldo. Sustentabilidade - origem e fundamentos; educação e governança global; modelo de desenvolvimento. São Paulo: Ed. Atlas, 2015. 248 p.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cidades. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ba/abaira/panorama. Acesso em: 10 set. 2021.

INPI. Instituto Nacional de Propriedade Intelectual. Manual de Indicações Geográficas. Disponível em: http://manualdemarcas.inpi.gov.br/attachments/download/2838/Manual_de_Marcas_3%C2%AA_edi%C3%A7%C3%A3o_4%C2%AA_revis%C3%A3o.pdf . Acesso em: 05 ago. 2021.

JENDIROBA, Eloísa. Aproveitamento de resíduos da indústria sucroalcooleira. In: SPADOTTO, Cláudio; RIBEIRO, Wagner (Ed.). Gestão de resíduos na agricultura e agroindústria. Botucatu: FEPAF, 2006. p. 138-156.

LEÃO, Regina Machado. Álcool: a energia verde. São Paulo: Iqual Editora. 2002. 255p.

LIMA, Juliana Chaves Fontes. Abordagens Industriais Ambientais: solucionar problemas de poluição ou buscar sustentabilidade ambiental?. Dissertação de Mestrado em Engenharia Civil, Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, Universidade Estadual de Campinas. Campinas – SP. 2008.

RONQUIM, Carlos César. Queimada na colheita de cana-de-açúcar: impactos ambientais, sociais e econômicos. Campinas: Embrapa, 2010. 45p.

ROSSETO, Rafaella. A cultura da cana, da degradação à conservação. Visão Agrícola, Piracicaba – SP, v.1, p. 80 - 85, 2004.

SEBRAE. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Cachaça artesanal. Disponível em: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/origens/cachaca-artesanal,acd156a849ff7710VgnVCM100000d701210aRCRD . Acesso em: 15 set. 2021.

TONIETTO, Jorge. Experiências de desenvolvimento de certificações: vinhos da indicação de procedência Vale dos Vinhedos. In.: LAGARES L, LAGES V, BRAGA C, (Org.). Valorização de produtos com diferencial de qualidade e identidade: indicações geográficas e certificações para competitividade nos negócios. Brasília: SEBRAE, 2005. p. 155-176.

Published

2023-11-09

How to Cite

Santos, E. L., & Nery, M. S. de S. (2023). A importância das indicações geográficas na gestão ambiental: a produção de cachaça em Abaíra – BA. CONTRIBUCIONES A LAS CIENCIAS SOCIALES, 16(11), 25320–25333. https://doi.org/10.55905/revconv.16n.11-033

Issue

Section

Articles