Perfil epidemiológico dos casos de sífilis congênita na Paraíba entre 2017-2021

Authors

  • Pedro Italo Marques Nogueira
  • Gustavo Ortiz Gualberto de Andrade
  • Lissandra Bandeira Franklin
  • Emmanuelle Lira Cariry

DOI:

https://doi.org/10.55905/revconv.17n.6-157

Keywords:

perfil epidemiológico, sífilis, sífilis congênita

Abstract

A sífilis congênita (SC) é caracterizada pela transmissão do Treponema pallidum da mãe para o feto através da placenta, resultando na infecção do concepto em desenvolvimento. Analisar o perfil epidemiológico da sífilis congênita no estado da Paraíba entre os anos de 2017 a 2021. Trata-se de um estudo ecológico, analítico, descritivo quantitativo e retrospectivo, realizado com o uso de informações acessíveis ao público em geral, cuja coleta de dados foi efetuada por meio da ferramenta TABNET, disponibilizada pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Os dados foram recolhidos em fevereiro de 2024, abrangendo o período de 2017 a 2021. Observou-se nesse período um total de 1.728 casos de sífilis congênita na Paraíba, sendo a maioria dos casos, na Macrorregião I - João Pessoa. Em relação à faixa etária da mãe, a maioria correspondeu ao intervalo entre 20 a 24 anos. A respeito da escolaridade da mãe, o maior número não chegou nem a completar o ensino fundamental. Sobre a assistência pré-natal, a maioria das mães realizou acompanhamento. Em relação à evolução dos casos dos recém-nascidos com sífilis congênita, o maior número sobreviveu. No geral os números se mostraram estáveis na Paraíba, mas é possível notar uma tendência no aumento dos números na Macrorregião III - Sertão/Alto Sertão. No último ano de registro (2021), houve uma diminuição dos casos em relação a quase todas as variáveis, o que leva a crer na interferência da pandemia do Covid-19 em relação a notificação compulsória, à coleta e ao fluxo dos dados do nível estadual para o nível nacional, visto que essa tendência de queda geral também é observada quando analisados os números a nível Brasil. A partir dos dados, é notório que os grupos epidemiológicos de mães jovens, de baixa escolaridade materna, de ausência de um pré-natal adequado estão entre os fatores que podem contribuir para a propagação da sífilis congênita. A situação da sífilis congênita exposta enfatiza a necessidade de reforçar iniciativas que promovam a saúde, em especial no contexto do pré-natal, visando melhorar o número de diagnósticos precoces e otimizar o tratamento.

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Published

2024-06-18

How to Cite

Nogueira, P. I. M., Andrade, G. O. G. de, Franklin, L. B., & Cariry, E. L. (2024). Perfil epidemiológico dos casos de sífilis congênita na Paraíba entre 2017-2021. CONTRIBUCIONES A LAS CIENCIAS SOCIALES, 17(6), e7524. https://doi.org/10.55905/revconv.17n.6-157

Issue

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Articles